Recentemente, o universo da publicação retro física passou por uma reviravolta significativa com a revelação de que algumas reedições recentes da Retro-Bit utilizaram traduções feitas por fãs sem a devida autorização. A empresa se desculpou extensivamente pelo ocorrido.
O tradutor envolvido, Rod Mérida, se manifestou para se defender, alegando até que recebeu instruções para usar traduções disponíveis comercialmente para finalizar seu trabalho. Ele se refere ao projeto realizado pela Ratalaika Games, que publicou versões digitais de títulos como Shockman 3 e Gleylancer no Ocidente.
A Ratalaika, por sua vez, deixou claro que nunca autorizou outra empresa a utilizar as traduções que constam em seus jogos e que os direitos sobre essas traduções não pertencem aos detentores originais da propriedade intelectual, mas sim à Ratalaika.
O editor das versões digitais para consoles (Ratalaika Games) reafirmou que nunca licenciou suas traduções para terceiros e que, na realidade, até mesmo os detentores da propriedade intelectual não possuem esses direitos.
"Ainda temos que assistir ao vídeo todo, mas como editor das versões de PS4, PS5, Xbox e Switch, não tenho conhecimento de que nossa equipe licenciará nossa tradução a mais alguém", diz um post nas redes sociais, com tradução via Google. "Além disso, os direitos das traduções que realizamos, como Cyber Citizen Shockman 3, Gley Lancer, Shounen Ninja Sasuke, Sugoro Quest e Deae Tonosama: Appare Ichiban, nunca foram cedidos às empresas licenciadas de IP, esses direitos sempre foram nossos."
Após uma discussão interna, a Retro-Bit chegou à conclusão de que o trabalho final submetido continha, em maior ou menor grau, material não creditado. A empresa declarou à Time Extension no final de fevereiro que sempre teve um entendimento sólido sobre as responsabilidades compartilhadas com seus colaboradores. Infelizmente, nesta ocasião, deixaram sua guarda baixa. "Essa foi uma falha irresponsável da nossa parte, e aceitamos total responsabilidade por esse resultado e pela falta de verificação da tradução submetida. Para corrigir essa situação, buscaremos aqueles cujo trabalho não foi reconhecido para oferecer uma solução."
FAQ
1. O que aconteceu com a Retro-Bit?
A Retro-Bit foi acusada de usar traduções de fãs sem permissão em suas reedições, o que gerou um grande debate na comunidade de jogos.
2. Quem é Rod Mérida?
Rod Mérida é o tradutor que se defendeu ao afirmar que foi instruído a utilizar traduções já existentes para completar seu trabalho para a Retro-Bit.
3. O que diz a Ratalaika Games sobre as traduções?
A Ratalaika Games afirmou categoricamente que nunca licenciou suas traduções para outra empresa, e que os direitos dessas traduções são mantidos por eles, não pelos detentores originais da propriedade intelectual.
4. Qual foi a resposta da Retro-Bit sobre a situação?
A Retro-Bit admitiu um erro, reconhecendo que o trabalho final contava com partes não creditadas. Eles se comprometeram a buscar uma solução para os tradutores afetados.
5. Como isso impacta a indústria de jogos retro?
Essa situação trouxe à tona questões sobre a propriedade intelectual e o reconhecimento de trabalhos realizados por fãs, gerando discussões sobre práticas éticas no setor de jogos.